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Caverna da Prainha

Distância desde a sede do município: 54 km

Dias de funcionamento: Não há regras de visitação estabelecidas

Entidade mantenedora: Atiaia Energia – Grupo Cornélio Brennand

Contato: (65) 2121 4420

A caverna da Prainha têm grande potencial científico, arqueológico e etnohistórico, uma vez que foram locais de ocupação da população indígena Paresi e, possivelmente, Enawenê Nawê.

A caverna da Prainha tem 20m de largura por 15m de profundidade, com dois “salões” em seu interior, que tornam o ambiente espaçoso e totalmente protegido da chuva e do sol. Uma de suas paredes laterais está repleta de inscrições por um trecho de cerca de 9m de extensão. Os petróglifos saem desde o nível do solo até o teto, que alcança alturas entre 1,7m e 2m.

As manifestações rupestres ocorrem na forma de gravuras e as paredes foram sendo riscadas, criando sulcos na forma de desenhos. A temática básica desses grafismos são motivos geométricos. Existe também a presença de figuras antropomorfas e pelo menos uma figura zoomorfa, que aparenta ser uma víbora, e pelo menos dois pequenos pés humanos.

Os significados preliminares desses grafismos haviam sido arrolados em etapa de campo anterior e passaram a ser objeto de uma pesquisa desenvolvida por Flavia Moi (2003). Neste primeiro momento, foi possível correlacionar vários desses símbolos com a cultura material da etnia Paresi e da etnia Enawenê Nawê. Os símbolos estariam relacionados trama de cestarias e trama de um escudo utilizado pelos Paresi para se camuflarem durante a caçada. Entre os grafismos há ainda o “sol nascente” (kamâe), a “escada em que a lua subiu” (takwahidyo), as “pernas de gafanhoto” (ktxitzakanotari) e o “ombro do urubu” (olohoê-tyakoli).

Foto Roni Paresi
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JOAO RICARDO

JOAO RICARDO

Bacharel em Turismo
Esp. em Educação Ambiental, Gestão Perícia Ambiental.
Chefe de Plan. e Fomento do Turismo.
Mochileiro.

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